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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

CHUTANDO O BALDE II

O Rio de Janeiro, "bonito por natureza," segundo a música conhecida, hoje é lembrado pela tragédia natural. As abundantes chuvas aliadas com a falta de gestão pública dos governos do passado e presente mataram mais de 250 pessoas, outras tantas estão desaparecidas, outras perderam seus bens queridos sem preço: a família, familiares e amigos, além de seus bens materiais conquistados com o suor de seu sagrado trabalho, atitude e ação que nossos governantes, deputados, senadores em grande maioria desconhece.
A falta de gestão pública fez e faz com que as pessoas habitem áreas perigosas, proibidas e basta com que uma chuva exceda o limite e a tragédia se faz. São anos e anos, décadas e décadas de sucessivas invasões nestas áreas e os governos fechando os olhos mas cobrando todo o tipo de imposto possível e impossível, porém, não revertendo ao menos em cuidados com esta população local que se tem o dever de pagar estes tributos, tem o direito de ser protegido de não morto pelo governo.
O Governo Federal limita-se em ser "solidário" liberando alguns milhões que distribuido como deveria ser pouco resolve e mais, nunca chega a seu destino como é no caso de Santa Catarina e Alagoas.
Tudo isto sabemos, mas o que mais vem me irritando na imprensa é a maneira de como as informações vem sendo veiculadas, mostra-se em demasia o sofrimento das pessoas e não seus reais direitos de cidadão passando a impressão que tudo é culpa da chuva, quando na verdade além da chuva a culpa é dos governos federais, estaduais e municipais desde o passado até a presente data.
Alimentar mídia com dor e sofrimento além de desagradável, não é ético, qualquer jornalista ou editor chefe sabe disto como sabe que seu dever é para com a verdade e não com sensacionalismo.

POR: Ivete Depelegrim Ribeiro - Estudante de Comunicação Social - Jornalismo - Maceió/AL.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

O SENSACIONALISMO DA MIDIA EM RELAÇÃO A ALAGOAS E PERNAMBUCO

Levantamento aponta prejuízo de R$ 740 milhões em AL devido às chuvas
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/756406-levantamento-aponta-prejuizo-de-r-740-milhoes-em-al-devido-as-chuvas.shtml
Acesso em: 24 jun 2010.

Para Lula, tragédia no Nordeste não tem explicação
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/756170-para-lula-tragedia-no-nordeste-nao-tem-explicacao.shtml
Acesso em: 24 jun 2010.


Doações em dinheiro são mais eficientes, diz secretária da Defesa Civil
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/756102-doacoes-em-dinheiro-sao-mais-eficientes-diz-secretaria-da-defesa-civil.shtml
Acesso em: 24 jun 2010.

Acima algumas das manchetes do Folha Online falando sobre o caos que se abateu na linda Alagoas, de pessoas honestas, simples, que batalharam uma vida toda e agora estão sem nada e sem esperanças, sendo alvo de políticos "bonzinhos" e de uma mídia sem Ética. Qual foi o propósito do Jornal Nacional, no dia de ontem 23 jun 2010 em exibir as fortes imagens da invasão das águas? Demonstrar qualidade na informação? Jamais. Foi para aumentar o índice de audiência, já que fatos como estes colaboram para isto. Não foi em nenhum momento levado em consideração que há cidades devastadas, pessoas chorando suas perdas materiais conquistadas com sacrifício e suas perdas sentimentais, onde pessoas morrerram, e estas não tem preço e nem volta. A linda Alagoas hoje não tem como retrato o magnífico verde de suas águas e coqueiros altivos, mas sim o cinza escuro da dor de seu povo, merece respeito e não sensacionalismo.
O excelentíssimo sr. Presidente da República afirma que "Alagoas e Pernambuco atingidos pelas chuvas foram vítimas de uma coisa que não tem explicação." TEM SIM senhor. A falta de Gestão Pública inclusive da sua parte. Governar é prevenir. Faz tempo que Alagoas dava indícios que uma tragédia poderia acontecer, assim como em Santa Catarina que ainda não foi reconstruída. Mas falar em Gestão Pública para o sr. Lula, é o mesmo que falar em nada, como exigir isto de alguém que é um analfabeto funcional, completamente despreparado para a função que ocupa comprovando que a pesquisa do IBOPE veiculada ontem dia 23/07, está errada em algum tópico dela.
Do outro lado temos a srª Secretária Nacional da Defesa Civil afirmando: "quem quiser ajudar as vítimas das chuvas em Pernambuco e Alagoas deve preferir as doações em dinheiro, depositando os recursos nas contas abertas pelos governos dos dois Estados. Não há constrangimento em doar R$ 5, R$ 10. Com certeza vai ser mais bem utilizado. Em espécie, a doação é muito mais eficiente. A logística para alimentos e roupas chegarem até as vítimas sai mais caro e não há garantia de que vai chegar aos atingidos."
Discordo srª Secretária. Este país é solidário por natureza, por índole, não há necessidade de impor-se regras a este sentimento. Cada um doa o que quer e como der. Roupas, alimentos, remédios, material de construção.... qualquer doação é bem vinda, ao menos que exigindo-se dinheiro da população, esconda-se um interesse que nem ouso pronunciar aqui, porque seria monstruoso demais. O povo alagoano e qualquer outro brasileiro atingido por tragédia natural é protegido por lei com direitos assegurados pela Constituição Federal, é dever do Estado zelar por eles e se assim fizesse doações seriam mínimas, confirmando aqui que o Brasil não tem Gestão Pública.
Jornal Nacional e mídia em geral, sugiro que poupe-nos de sensacionalismo, respeite a dor alheia e diga o que tem de ser dito ao invés de empurrar-nos "goela a baixo" uma pesquisa eleitoral sem efeito algum, pois percebe-se que é manipulada e tendenciosa, a eleição será em outubro não amanhã dia 25. Se esqueceram o que é Ética ou não sabem o que esta palavra significa é hora de saber, aprender e aplicar.
A verdadeira política consiste em ser autênticos, em respeitar o próximo e governar para todos, para o povo de maneira apartidária e tendo a Constituição Federal como lei suprema. Isto basta para dar fim ao circo de horrorres que temos assitido no horário nobre da TV.
Nosso respeito e solidariedade ao povo alagoano, pernambucano, catarinense, carioca, mineiro que sofreu com as águas, aos demais que sofrem com a seca e a todos que tiveram a sorte de nascer no Brasil maravilhoso, mas a infelicidade de ter como governo um bando de incompetentes desde sempre, não somente agora.

POR: Ivete Depelegrim Ribeiro - Acadêmica de Comunicação Social - Jornalismo.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Mídia Ridícula - Tragédia no Haiti

É com desprezo e asco que tenho acompanhado a cobertura da Mídia sobre a Tragédia no Haiti.
É jocosamente ver jornalistas forçando choro, fazendo "caras e bocas" para demonstrar-se comovidos... e tudo pra que??? porque de fato estão solidários com a tragédia em si e no seu contexto??? Sendo assim, sugiro que doem seus magníficos salários para ajudar ao próximo mesmo que distante. Ontem teve um jornalista tão "bem informado" que chegou a dizer que o Brasil fez o Haiti, quando na verdade o Haiti já era independente 200 anos antes de nós.
A verdade é uma só: a cobertura de tragédias comovem o público, aumenta a audiência e desfoca para o que de fato ocorre no nosso país. Estou enganada ou deixaram de falar sobre o novo atentado à Imprensa através da nova lei dos Direitos Humanos??? O Sr. Jobim ao perceber que seus argumentos sobre tal lei eram fracos e que ao ver-se acuado, voou para o Haiti para solidariamente ajudar a população sofrida dando-nos a entender que somente ele e seu plano estratégico salvam aquele país. Ponto para o Governo Solidário e desinteressado Lula em ano eleitoral.
Cabe a nós estudantes e a alguns veteranos em evidência aprender com a tragédia do Haiti a sermos MAIS HUMANOS E MENOS ARROGANTES E PREPOTENTES, FALSOS PORQUE NÃO DIZER ASSIM. Sermos Humanos o povo do Haiti além de dinheiro e esmolas dadas por diversos países ditos ricos ou em desenvolvimento, MERECE RESPEITO, tem pessoas sofrendo dores da alma, do corpo, sem esperanças... e alguns de nossos colegas divertindo-se com isto, sem falar em Governo comemorando porque desfoca o que há de podre nele.
Chega de sermos ridículos... Nosso país também merece atenção, "Conserte tua casa primeiro, depois ajude ao outro construir a dele e SEM INTERESSE ESCUSO."


POR: Ivete Depelegrim Ribeiro - Acadêmica de Comunicação Social - Jornalismo